Sobre

  Juliana Marins (Niterói, c. 1998/1999 – Lomboque, c. 24 de junho de 2025) foi uma publicitária e mochileira brasileira que se destacou por documentar suas aventuras pelo sudeste asiático. Nascida em Niterói, Rio de Janeiro, Marins embarcou em um mochilão pela Ásia, compartilhando suas experiências com o público. Durante uma trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lomboque, Indonésia, Marins desapareceu. Quatro dias após seu desaparecimento, sua morte foi confirmada, gerando grande repercussão na mídia brasileira. Sua história emocionou muitos, destacando a fragilidade da vida e a importância de aproveitar cada momento.

 

“Eu cheguei… mas tarde demais.” Meu nome é Bung Agam. Eu não sou herói. Não sou profissional de resgate. Sou só um homem que viu uma tragédia… e não conseguiu virar as costas. Quando soube que uma mulher havia caído na cratera, fiquei em choque como todo mundo. Mas enquanto muitos filmavam… eu só pensava: “E se fosse minha irmã? E se fosse alguém que eu amo?” E foi isso que me fez agir. Eu não tinha treinamento. Não tinha certeza se ia voltar vivo. Mas eu desci. Desci com as mãos tremendo… com o coração apertado… Desci porque ela tava lá… sozinha. E quando encontrei Juliana, deitada… com o rosto exposto e os olhos fechados… eu senti um nó na garganta. Ela já não respirava mais. E naquele momento, eu entendi o peso de chegar tarde demais. Fiquei ali parado por um tempo, olhando pra ela. Ela parecia em paz… mas dava pra ver o quanto sofreu. Sujeira no rosto, os lábios ressecados, a roupa rasgada… E eu pensei: “Tudo que ela queria era uma ajuda. Uma água. Um casaco. Uma esperança.” Ela ficou esperando… e ninguém veio. Gritou… e ninguém ouviu. E agora ela tava ali… quieta… como quem cansou de lutar sozinha. Eu não consegui salvá-la. Mas queria que o mundo soubesse que ela não morreu esquecida. Alguém desceu. Alguém chorou por ela. Alguém a tratou com o respeito que ela merecia. Hoje, o que fica é a dor… E a certeza de que a pior solidão é aquela que a gente sente cercado por gente. faça valer. Ame com pressa. Cuide sem demora. Porque pra Juliana… o socorro chegou, mas já era tarde. Com o coração pesado, ass Bung Agam.

Data do Falecimento

24 de junho de 2025

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