Data do Falecimento
05 de maio de 2026

MESTRE CHICO (1936-2026) Por Pedro Portela Francisco das Chagas Nascimento Sobrinho, o Mestre Chico, filho de João Batista do Nascimento e de Maria Aparecida Nascimento, é brejense, nascido a 29 de abril de 1936. Fez o curso primário em Brejo. E por falta de um curso ginasial aqui, foi levado pelo irmão Raimundo Batista Nascimento, Sargento da Aeronáutica, para continuar os estudos em Recife, capital do Pernambuco, onde estudou apenas as duas primeiras séries. Em seguida mudou-se para Brasília, onde concluiu o curso ginasial. Mestre Chico, um cidadão muito inteligente, não recebeu este adjetivo por acaso. Muito cedo demonstrou grandes conhecimentos de matemática. Na Capital Federal, recém-inaugurada, foi submetido a um concurso para Professor de 1º e 2º graus. Teve êxito e trabalhou no Colégio Elefante Branco, primeira escola pública de ensino médio fundada em 1960. Em 08/05/1967, recebeu um Certificado do Ministério da Educação e Cultura (Registro de Professores) para trabalhar como Professor de Matemática “em locais onde houver falta de licenciados”. O Mestre Chico não precisou se graduar para exercer a docência, dada a sua capacidade de atuar na área. Morando na capital do país, recebia queixas do pai que sentia dificuldades para tocar os negócios da família, por conta da idade avançada. Por isso ele resolveu retornar ao Brejo. E o pai, atendendo ao pedido do seu filho Ismael Batista, entregou para este a gerência da mercearia e a padaria para o Mestre Chico. Casou-se com Maria de Fátima Machado em 23/11/1971 e teve dois filhos: Mestrine (1973) e Tchaikovsky (1975). O Professor Nascimento, como era conhecido em outras cidades, era um homem dinâmico e de uma visão empreendedora extraordinária. Não se limitou apenas a administrar a padaria. Vendo a dificuldade de abastecimento de cereais na cidade, resolveu desenvolver o cultivo de feijão na chácara de sua família no bairro Quintas. E teve uma produção muito grande. Depois passou a plantar cana-de-açúcar, montou um engenho e um alambique e produziu muita cachaça. Chegando a ser um dos maiores produtores desse produto na região. Em seguida, passou a produzir tijolos, na mesma propriedade. Mas por falta de matéria-prima no local, transferiu o negócio para o bairro Olaria. A Cerâmica São Francisco de Brejo Ltda. era legalizada, em sociedade com Monsenhor Pedro Santos, e produziu tijolos para a construção do Ginásio Brejense. O trabalho não era totalmente artesanal, tinha a ajuda de uma pequena máquina. E por último, ele montou uma serraria para produção de madeira para tetos. Mestre Chico deu grandes contribuições ao Ginásio Brejense como professor de matemática e como incentivador da cultura local. E sempre teve presença marcante nos eventos cívicos da cidade. Foi militante político. Exerceu o cargo de Vereador no mandato de 1993 a 1996, na administração do Prefeito Antônio Carlos Muniz. Prestou relevantes serviços ao Colégio Cenecista (Ginásio Brejense), à Prefeitura de Brejo e à Companhia de Mecanização Agrícola do Estado do Maranhão (CIMEC). Recebeu uma aposentadoria irrisória por idade e passou a lutar por uma aposentadoria decente do município. Um cidadão brejense com essa trajetória de vida e pelos relevantes serviços prestados ao Brejo merece todo o nosso e a nossa gratidão.
05 de maio de 2026
Cemiterio Municipal