Sobre

Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, foi o mais famoso dos  cangaceiros brasileiros. Ele nasceu em 7 de julho de 1897, em Vila Bela, atual cidade de Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. Lampião era o terceiro filho de uma família de sete irmãos e trabalhava na pequena fazenda do pai cuidando dos animais.

Vida no Cangaço

Lampião entrou para o cangaço em 1915, após sua família ser acusada de roubar animais da fazenda de seus vizinhos, a família Saturnino. Com o tempo, os irmãos Ferreira mataram alguns gados do vizinho e foram perseguidos pela polícia. Seu pai acabou sendo morto pela polícia, e Lampião decidiu se vingar. Ele se tornou líder do bando após Sinhô Pereira abandonar o cangaço em 1922.

Crimes e Feitos

Durante quase 20 anos, Lampião viajou com seu bando de cangaceiros, cometendo crimes como: - *Roubo de gado*: saqueando fazendas e cidades em sete estados do Nordeste - *Assassinatos*: estima-se que o bando de Lampião matou mais de mil pessoas - *Sequestros*: o bando realizava sequestros e extorsões - *Torturas e mutilações*: práticas comuns entre os cangaceiros Morte Lampião foi morto em 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Sergipe, por uma força policial volante liderada pelo Tenente João Bezerra da Silva. Ele e outros 10 membros do seu bando, incluindo Maria Bonita, sua companheira, foram decapitados após a morte. Suas cabeças foram exibidas em diversos pontos do país como troféus.

Legado

Após a morte de Lampião, o cangaço começou a perder força, e muitos de seus antigos companheiros foram mortos ou presos. O legado de Lampião é controverso, com alguns o vendo como um herói que lutava contra a opressão e outros como um criminoso que aterrorizou o Nordeste brasileiro.

 

Maria Bonita, cujo nome verdadeiro era Maria Gomes de Oliveira, nasceu em 17 de janeiro de 1910, no povoado Malhada da Caiçara, atualmente parte do município de Paulo Afonso, na Bahia. Ela se tornou conhecida por ser a primeira mulher a integrar o cangaço, um fenômeno de banditismo social que existiu no Nordeste brasileiro entre os séculos XIX e XX.

*Vida Pessoal*

Maria Bonita teve um casamento arranjado com seu primo, José Miguel da Silva, aos 15 anos, mas o relacionamento foi marcado por traições e agressões. Ela sofria com o alcoolismo do marido e era frequentemente espancada. Foi quando conheceu Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, líder do cangaço, que se tornou seu companheiro e a levou para viver com o bando.

*No Cangaço*

Com Lampião, Maria Bonita se tornou uma figura importante no cangaço, conhecida por sua beleza e personalidade forte. Ela usava roupas sofisticadas e joias caras, e era respeitada pelos cangaceiros. Embora o papel das mulheres no cangaço fosse secundário, Maria Bonita abriu caminho para que outras mulheres integrassem o bando. Ela teve uma filha com Lampião, Expedita, em 1932, que foi entregue a um casal de coiteiros para ser criada.

*Morte*

Maria Bonita morreu em 28 de julho de 1938, aos 28 anos, em uma emboscada feita pelas tropas volantes em Angicos, Sergipe. Ela foi baleada duas vezes e posteriormente decapitada. Sua cabeça foi exposta em várias cidades do Nordeste, marcando o fim trágico da vida da "Rainha do Cangaço".

*Legado*

Maria Bonita é lembrada como uma figura importante na história brasileira, símbolo de resistência e força feminina. Ela inspirou diversas obras literárias, musicais e cinematográficas, e seu nome se tornou sinônimo de cangaço e aventura. Hoje, há um museu dedicado à sua memória em Paulo Afonso, Bahia, e sua história continua a fascinar as pessoas.

Data do Falecimento

28 de julho de 1938

Local do Sepultamento

Cemitério São Francisco de Assis

Mapa - Local do Sepultamento
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